A Grande Prova de Vinhos de Portugal

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Foi realizado no mês de agosto o Road Show 2014 (Grande Prova de Vinhos de Portugal) – São Paulo  realizado pela ViniPortugal,  e contou com a presença  de aproximadamente 20 produtores por cidade e mais de 100 rótulos de vinhos consagrados. O ponto alto do evento foi a degustação dirigida com tema vinhas velhas “Safras antigas Portuguesas”. Foram 9 vinhos selecionados onde somente 30 privilegiados tiveram oportunidade de participar desta degustação.

Quinta de Sanjoanne Escolha 2000 – Região Vinhos Verdes, elaborado por Casa  de Cello (sem importador no Brasil)
– Corte de Avesso, Alvarinho e Chardonnay com 6 meses em barrica, 5 mil garrafas ao ano com 13% de álcool.
– Dourado intenso, brilhante. Vinhos aromáticos com toques florais e  frutas brancas  maduras. No palato, ótima acidez, corpo médio, e retrogosto com frutas secas, e tâmaras. Um dos melhores vinhos brancos que já degustei neste ano, boa complexidade olfativa depois de 13 anos de garrafa.

Quinta Dos Termos Reserva 2002 – Região de Beira Interior, elaborado pela  Quinta dos Termos (Importador)
– Corte de Rufete, Marufo, Trincadeira Preta, e Jaen, envelhecido por 12 meses  em barricas de carvalho, aromas  de frutas vermelhas maduras, toque de madeira e especiarias. No palato alta acidez, taninos ainda ligeiramente adstringentes, corpo médio, e bom volume  final persistente com bom potencial de guarda por mais uns 10 anos.

Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2004 – Região do Douro, Elaborado pela Quinta do Crasto (Importador Qualimpor)
– Corte de Vinhas Velhas com mais de 30 castas, envelhecido por 18 meses em barricas de carvalho, vinho aromático, frutas negras maduras, toque adocicado, herbáceo e boa mineralidade. No palato médio encorpado, boa  acidez, taninos intensos mas elegantes, e com toque tostado, boa persistência na boca.

Marques de Borba reserva Tinto 2003 – Região do Alentejo, elaborado pela João Portugal Ramos Wines (importado pela  Casa Flora)
– Corte de Trincadeira, Aragones, Alicante Bouchet, e Cabernet Sauvignon, envelhecido por 18 meses em barrica francesa, seu aroma contém frutas negras cozidas, especiarias  e tostado. Na boca, ótima acidez, taninos ainda presentes, suculento, corpo médio e bom final de boca.

Cortes de Cima Reserva 1998 – Região do Alentejo, elaborado por Cortes de Cima de Hans Kristian Jorgensen (importado pela Adega Alentejana)
– Corte com 85% Aragones, e 15% de Cabernet Sauvignon com 12 meses de barricas 80% francesas e 20% americanas, e 14%  de álcool. – Rubi, olfativamente complexo e agradável, azeitona, fósforo, frutas negras com toque de evolução e especiarias, e toques de   pimenta do reino.  Na boca, corpo médio encorpado, boa acidez, taninos intensos e muito finos, no final boa evolução e persistente.

Pêra Manca 1998 (uma das estrelas da degustação ainda com rótulo antigo, uma verdadeira raridade da região do Alentejo), elaborado pela Fundação Eugênio de Almeida (importado pela Adega Alentejana)
– Corte com 70% de Trincadeira e 30% de Aragones, com estágio em pipas de madeira de 3000 litros com 13% de álcool. Seu aorma é de frutas vermelhas maduras com ligeiro toque de oxidação, terroso e herbáceo. Na boca, ótima acidez, volumoso, taninos finos ainda presentes, corpo médio, retrogosto frutado com evolução.

Moscatel de Setubal Centenário – Região de Setubal, elaborado por Venâncio Costa Lima (importado por M&C)
– Varietal 100% Moscatel de Alexandria  com passagem em barricas francesas por 25 anos.
– Aromas marcantes, figos secos, damasco e melaço. Na boca, boa acidez, corpo médio para amplo, retrogosto com figos secos com toques de  tâmaras, e  tostado.

Porto Burmester Colheita 1955 – Região do Douro, elaborado pela Sigevinus (importado pela Adega Alentejana)
– Com diversas castas, em guarda desde 1955 e engarrafado em 2011 – Seu aroma é complexo, uvas passas, tâmara, e  frutas secas como nozes e avelãs. Na boca, fresco, corpo médio, retrogosto frutado e frescor marcante. O grande destaque da degustação.

IMG_0445_OKJoão Monteiro, da Sogevinus

Foi sem dúvida uma única e grande experiência em degustar esses vinhos ícones de Portugal, graças ao ótimo trabalho realizado pela ViniPortugal, ao promover os vinhos portugueses no Brasil. [Por Ney Ayres]

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